Skip to content Skip to footer

Guia Cidadania Ativa

Direitos LGBTQIA+, respeito e igualdade

“dizem que a liberdade é uma luta constante.”
Angela Davis
professora, filósofa e ativista socialista

Ativismo é responder a injustiças, ação coletiva, prática democrática.

direitos

votar, liberdade de expressão, acesso à saúde, educação, habitação, cultura,
mobilidade, participação política, igualdade perante a lei

deveres

votar, respeitar as leis, pagar impostos, cuidar do espaço público,
zelar pelo bem comum, respeitar o próximo

O que significa LGBTQIA+?

Lésbicas: mulheres que se relacionam afetiva e/ou sexualmente com mulheres.

Gays: homens que se relacionam afetiva e/ou sexualmente com homens.

Bissexuais: pessoas que podem sentir atração afetiva e/ou sexual por pessoas de mais de um género.

Transgénero: pessoas cuja identidade de género é diferente do sexo atribuído à nascença.

Queer: termo amplo para identidades que fogem da norma heterossexual e/ou cisgénero.

Intersexo: pessoas que nascem com características biológicas que não se encaixam nos padrões típicos de sexo masculino ou feminino.

Assexual/Arromântica: pessoas que sentem pouca ou nenhuma atração sexual e/ou romântica.

Inclui outras identidades e expressões de género, como Pansexual, Demissexual (Demi), Não-binárie ou Agénero.

Os direitos LGBTQIA+ fazem parte dos direitos humanos universais. Isso inclui: direito à igualdade, direito à saúde, direito à habitação, direito à identidade de género, direito à segurança e proteção contra a violência.

Como combater a discriminação e o bullying?

Não te cales: Denuncia situações de bullying ou discriminação na escola.
Apoia colegas LGBTQIA+: O silêncio também reforça a exclusão.
Informa-te e informa os outros: O preconceito nasce muitas vezes da ignorância.
Usa linguagem inclusiva: Respeita nomes e pronomes.
Participa em debates e associações estudantis: A mudança começa contigo.

Saúde Mental também é um direito

A discriminação, o bullying e a exclusão podem ter impacto sério na saúde mental. Se te sentes ansiose, deprimide, isolade ou em sofrimento, não enfrentes isso sozinhe. Procura apoio junto de psicólogos ou psiquiatras.

Pedir ajuda não é fraqueza. É autocuidado. É cidadania. É resistência.

Sabias que?

Em Portugal são já mais de 30 as cidades que têm marchas pelos direitos LGBTQIA+, sendo que cerca de 58% dessas manifestações surgiram entre 2021 e 2025.

Desde 2000, a primeira marcha do Orgulho em Portugal, em Lisboa, que Portugal tem vindo a construir um movimento Queer politizado e organizado. Se hoje Portugal é um dos países do Mundo com mais direitos para as pessoas LGBTQIA+, é porque há pessoas e coletivos que têm pressionado os Governos a adotarem leis que protegem estas pessoas.

Em Viseu, a Marcha é organizada todos os anos, desde 2018, pela Plataforma Já Marchavas.

É necessária mais militância, ou seja, precisamos de mais pessoas. As marchas e os coletivos não sobrevivem sem a participação ativa de todas nós.